A Humanidade sobrevive, decadente, a um dos seus piores instantes. Um ápice negro da sua história que subjuga valores e ideais à tirania financeira, um momento onde os estudos de viabilidade económica, a arrecadação de receita são superiores ao superior interesse da pessoa humana.
Não se trata de um mero discurso moralista, ou sequer, beato, refere-se à notícia mais singela e chocante nascida na europa em plena crise. Um hospital, na afortunada Espanha e na próspera Valência, mediante uma cirurgia complexa, aplicou uma prótese a um doente que o aliviou de fortes e constantes dores. Tudo isso mediante o pagamento de 152,00€. Pagamento que a família não consegue suportar e que pelo incumprimento viu Adrian García, voltar ao bloco e noutra cirurgia – igualmente complexa – retirar a prótese. Escusado será referir que o doente sem prótese, no momento em que lê este escrito, contorce-se em dores.
O primado das finanças sobre a humanidade na sua mas negra faceta. Polémico porque certamente foi o único caso a despontar nos órgãos de comunicação social. Quantos sucumbem nos corredores por questões financeiras?